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sexta-feira, 21 de outubro de 2011

Minha primeira papinha

Alimentação por idade: 1 ano a 1 ano e meio
Escrito para o Baby Center Brasil


Aprovado pelo Conselho Médico do BabyCenter Brasil

* Enjoados para comer
* Aprendendo a ser independente
* Comida saudável
* Como deixar a comida interessante
* Guia prático para a alimentação entre 1 ano e 1 ano e meio



Enjoados para comer
Agora que seu filho está maior, é muito provável que ele se torne uma criança bem diferente do que era na hora de comer. A recusa dos alimentos é típica desta idade. Pode ser que na semana passada ele tenha devorado o purê de batata baroa (mandioquinha), e hoje esteja cuspindo por todo lado.

Ou então a criança come superbem no almoço, mas no jantar faz praticamente uma greve de fome (ou vice-versa).

Um dos motivos para tamanha inconstância são as mudanças no ritmo de crescimento depois do primeiro aniversário. Do nascimento até fazer 1 ano, seu filho praticamente triplicou de peso, e aumentou de altura em 50%, ou até mais. Prepare-se, porque agora ele vai começar a engordar entre 1,5 kg e 3 kg... por ano! E o crescimento vai ser mais lento.

É normal os bebês rechonchudos começarem a "afinar" depois de fazer 1 ano, e isso não é ruim. Só mostra que o corpo está mudando, seguindo as tendências genéticas da família e sofrendo os efeitos da atividade física bem mais intensa.

Além disso, a criança está tão preocupada em explorar o mundo que não sobra tempo nem interesse para pensar em comida.

Uma das soluções é oferecer vários lanchinhos nutritivos durante o dia, em vez de dar um pratão na hora do almoço. Lembre-se de que o estômago da criança ainda é pequeno. Se ela não quiser comer, paciência. Ela não vai morrer de fome, você precisa acreditar nisso com todas as suas forças! "Casa que tem comida não tem criança desnutrida", já diziam os médicos de antigamente.

Aprendendo a ser independente
Se ele não está tão interessado em comer quanto você gostaria, tente não se preocupar tanto, pois seu filho vai acabar comendo o suficiente para se manter. Ele já consegue pegar alguns alimentos com a mão e vai querer aprender a usar a colher, embora tenha problemas para acertar a pontaria.

Quando a criança está muito esfomeada, pode não ter paciência de tentar comer sozinha, e aí é melhor você dar a comida na boca mesmo. O prato já pode ser o mesmo do resto da família -- nada de comidinha especial, a não ser que vocês estejam comendo alguma coisa superapimentada, por exemplo. Procure incluir seu filho nas refeições à mesa com os adultos e crianças maiores.

Ele também já consegue segurar um copo de treinamento, com tampa, sozinho. O ideal é começar desde já os esforços para largar a mamadeira, pelo menos para outras bebidas que não o leite.

Comida saudável
Procure reduzir o quanto conseguir o consumo de alimentos muito doces ou gordurosos, como chocolate, bala, refrigerante, salgadinho e frituras em excesso. Você tem uma enorme vantagem, em especial se não tem filhos mais velhos. Como ele ainda é pequeno, se não experimentar alguma coisa hiperdoce (como uma barra de chocolate), não vai ficar hipnotizado tão cedo pela "tentação".

O paladar da criança está se formando. É uma ótima fase para iniciar uma boa educação alimentar. Vale a pena expô-lo apenas a sabores mais suaves, naturais, em vez de acostumá-lo a temperos fortes e artificiais.

Depois do primeiro aniversário, o leite de vaca integral, comum, do supermercado, já está liberado (se for fresco precisa ferver por três minutos). Ou você pode adotar fórmulas infantis em pó enriquecidas com ferro e vitaminas, se seu pediatra preferir. E, é claro, pode continuar amamentando, pois os especialistas recomendam o leite materno até pelo menos 2 anos.

O leite semidesnatado só devem ser dados a partir dos 2 anos de idade, e o desnatado só a partir dos 5, e mesmo assim se o pediatra considerar adequado.

Procure oferecer entre 350 ml e 450 ml de leite por dia, não mais do que isso. O excesso de leite não vai deixar espaço para outros alimentos, que possuem outros nutrientes igualmente necessários. Se seu filho não gosta de leite, tente oferecer outros derivados, como mingau, queijo, requeijão, iogurte ou sobremesas lácteas. Três porções de iogurte, queijo ou leite por dia já são suficientes.

Como deixar a comida interessante
Faça bastante festa quando seu filho demonstrar que gostou de algum alimento. Repita para todo mundo que aquele é um do seus alimentos favoritos, e ao mesmo tempo continue oferecendo novidades.

Também vale a pena apelar para a criatividade: você pode criar uma "paisagem", com árvores de brócolis, um rio de feijão e uma montanha de purê de batata. Outra idéia é cortar sanduíches com cortadores de biscoito, em formatos divertidos. Leia mais idéias para seu filho ter uma alimentação saudável.

Guia prático para a alimentação entre 1 ano e 1 ano e meio
Obs.: Não precisa ficar desesperada se seu filho estiver comendo bem mais ou bem menos que as quantidades descritas aqui. Elas servem somente como base. Em caso de dúvida ou preocupação, converse com o pediatra.

Sinais de que a criança está pronta para começar a tentar comer sozinha:
- Pode usar a colher sozinha (embora nem sempre acerte o alvo!)

O que oferecer:
- Leite materno ou integral (ou tipo A): pode ser o comum, do supermercado, ou fórmulas infantis, se o pediatra sugerir
- Outros derivados de leite: queijo, iogurte integral, requeijão, sobremesas tipo pudim de leite condensado
- A mesma comida do resto da família, só que cortada em pedaços bem pequenos ou levemente amassada
- Cereais matinais fortificados com ferro, mingaus
- Carboidratos: pão, macarrão, arroz, batata. A farinha integral faz bem, mas use-a misturada com a farinha refinada, para a criança não ficar com a sensação de barriga cheia antes de ter comido tudo o que precisa.
- Todas as frutas. Você já pode experimentar as mais ácidas, como abacaxi, e as vermelhas, como morango.
- Além das hortaliças que já punha na sopa, você pode oferecer verduras no prato, como "arvorezinhas" de brócolis e couve-flor.
- Fontes de proteína (ovos, agora já com a clara; carne moída ou cortadinha, frango, carne de porco, fígado e miúdos, peixes sem espinha, feijão, tofu).
- Todos os tipos de suco.
- Mel já pode ser dado, com frutas ou na colherinha. Prefira um mel de procedência conhecida.

Quanto de cada coisa por dia:
- Leite e derivados: 2 a 3 porções (1 porção = meio copo de leite, 10-20 gramas de queijo, 1 iogurte pequeno)
- Cereais e grãos: 4 a 6 porções (1 porção = meia xícara de cereal, 1/4 de xícara de macarrão ou arroz, meia fatia de pão de forma ou meia bisnaguinha)
- Fruta: 2 a 3 porções (1 porção = 1/4 de xícara, ou meia banana, meia maçã)
- Hortaliças: meia xícara (chuchu, purê de cenoura, verduras cozidas etc.)
- Proteínas: pelo menos 2 porções (1 porção = 2 colheres de sopa de carne moída ou picadinha; 1 ovo; meia xícara de feijão)
- Suco: até 120 ml

Dicas
- Não dê muitas comidas novas ao mesmo tempo, para você poder ficar de olho em possíveis reações alérgicas.
- Os engasgos ainda são um risco. Saiba que alimentos evitar.
Alimentos que podem ser perigosos para seu filho
Escrito para o BabyCenter Brasil


Aprovado pelo Conselho Médico do BabyCenter Brasil

* O que não dar ao seu filho de 1 a 2 anos
* O que não dar ao seu filho de 2 a 3 anos
* De olho nas alergias


Conforme seu filho vai crescendo, passa a querer experimentar a comida dos adultos, e você faz muito bem de aproveitar essa curiosidade e variar ao máximo a alimentação dele. Mas é preciso ficar de olho em certos alimentos inadequados, pelo potencial de engasgos.

O que não dar ao seu filho de 1 a 2 anos
Leite desnatado, tipo C ou light
A maioria das crianças dessa idade precisa das calorias e da gordura presentes no leite integral (tipo A ou B) para crescer. Até a gordura é saudável, pois existem vitaminas que são lipossolúveis, ou seja, precisam da gordura para ser absorvidas. Depois que a criança fizer 2 anos, dependendo da situação, o pediatra pode orientar a adoção de um leite semidesnatado.

Alimentos com risco de engasgo

- Comida em pedaços grandes: Pique tudo bem pequeno antes de dar à criança. Na salada, pique ou rale a cenoura, beterraba ou erva-doce, ou então cozinhe primeiro. Frutas pequenas como uvas devem ser cortadas em quatro, assim como tomates-cereja. Todos os tipos de carne e queijo devem ser picados em pedaços miúdos.

- Alimentos pequenos e duros (balas, todo tipo de castanha, passas secas). Cuidado com pirulitos, pois a bala pode se soltar do palito de repente.

- Alimentos moles e grudentos: Chicletes, balas moles e doces como o brigadeiro podem ficar presos na garganta, e são ainda mais difíceis de ser retirados. Evite chicletes e balas, e, se for dar docinhos, ensine a criança a mordê-los, em vez de enfiar tudo na boca de uma só vez. Creme de amendoim e doce de leite muito espessos também grudam na garganta: só dê ao seu filho passado em pães ou bolacha, numa camada fina, e nunca na colher.

- O risco de engasgo aumenta se a criança resolver correr, pular ou brincar quando estiver comendo. Um susto também pode ser perigoso. Por isso o ideal é que ela coma num ambiente tranquilo, sempre sob a supervisão de um adulto.

- Comer no carro: Evite deixar seu filho se alimentar dentro do veículo, pois será mais difícil tomar conta dele.

O que não dar ao seu filho de 2 a 3 anos
Alimentos com risco de engasgo

Embora a criança esteja comendo cada vez melhor, ainda há risco de ela engasgar. Continue evitando os alimentos citados acima (1 a 2 anos), e tente não deixar seu filho comer fazendo outra atividade ao mesmo tempo, como correr, andar, brincar. Ele pode se distrair e acabar se engasgando.

Depois dos 3 anos, os cuidados devem permanecer, mas ainda é preciso ficar de olho em castanhas, amendoins, balas e pipoca, que podem bloquear a respiração da criança caso sejam inalados.

De olho nas alergias
Existe certa polêmica entre os especialistas quanto à estratégia de adiar ao máximo a introdução de alimentos que possam causar reações alérgicas. A recomendação mais tradicional é, no caso de crianças com familiares alérgicos, esperar até 1 ano para dar pela primeira vez alimentos como clara de ovo e frutas vermelhas.

Mas estudos começaram a demonstrar que esse tipo de atitude não evita o surgimento da alergia. De qualquer forma, quanto maior a criança, melhor ela poderá se expressar se estiver sentindo alguma coisa diferente.

Clara de ovo, amendoim, castanhas, frutos do mar e peixes são os alimentos que mais causam alergia, além de leite, trigo e soja. Componentes de alimentos industrializados, como corantes, também podem causar reações alérgicas.

Quando você for dar alguma dessas coisas pela primeira vez ao seu filho, observe-o bem, e não dê muitas novidades ao mesmo tempo, para ficar mais fácil de identificar uma possível reação.



Informações tiradas do Baby Center: www.brasil.babycenter.com

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